
“Pensamentos tomam conta de mim e uma certa dose de tristeza paira pelo ar… Sinto você tão perto e ao mesmo tempo tão longe, sinto como se fosse o reflexo do meu próprio ser. A noite está caindo sobre mim aos poucos e a dor é iminente no meu olhar. A minha voz fraqueja enquanto os meus dedos deslizam por aqui, o lugar o qual eu queria que fosse o seu lábio, seus olhos, seu rosto… Seu corpo envolvido pelo meu lençol cor de marfim. Penso que devo mudar, mas ao mesmo tempo, vejo que lá no início tudo era como é hoje, só que mais intenso. Teimo em querer sempre uma prova de que o amor que você tem por mim, realmente existe, sei que não é preciso, mas teimo. Do meu olho esquerdo, um pouco d’água acabou de escorrer, e perto da minha boca, se esconder, seu gosto é estranho, meio salgado, me dando um ar de solidão. Espero você aqui, mas sei que esta noite, você não virá. Dói, dói o suficiente para que eu grite para mim mesmo o quanto eu preciso da sua presença, o quanto eu preciso do seu cheiro atravessando todas as sensações limitadas, pelo meu corpo. Minhas mãos trêmulas, dedilham rapidamente, pois acham que explicações para esse sentimento todo, existem… Coitadas, não sabem o quão eu gostaria de mostrar pra elas que isso nunca terá explicação. Sim, elas são escravas dos meus pensamentos imaturos, que de uma forma gritante, invadem a minha mente agora. Assim como elas subordinadamente são conduzidas pelas minhas sensações, eu sou da mesma forma, subordinado a você. Não sei porque ainda, por essas idas e vindas da vida, eu insisto em dormir assim, com medo de te perder. Não foi isso que lhe prometi e nem será isso que lhe prometerei. Apenas quero que saiba, que “dói… Dói o suficiente para que eu grite para” todos ouvirem, o quanto eu amo você, meu amor.”
- Lucas Yuri
